quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Fanfiction : Alma - Cap. 02
A Evil Smile.
Kurogane se sentia incomodado.
Estava inconciente, sabia disso , mais estava se sentindo completamente acordado.
- Acredito que pode abrir os olhos agora.. -ouviu uma voz inconfundível dizer.
- Onde.. ? -abriu os olhos, encontrava-se pairando no "nada" . Exatamamene NADA. era branco, doia os olhos , só conseguia ver a pessoa de antes a sua frente, estava sentado em uma cadeira de forma bastante exibida, sentiu uma certa raiva. - O que fez comigo? - indagou .
- O que fiz com você ? Ora, você dormiu nao me culpe por isso.. - usava uma voz macia demais. - Pode me responder uma coisinha.. ? -riu.
- O que ? - achou estranho, aquela pessoa era completamente diferente da pessoa que viu na loja, era , de certa forma mais fria.
- Você não foi até aquela loja macabra apenas por causa daquelas patricinhas choronas não é.. ? -riu mais, um sorriso claramente cruel.
- ... Quem é voce ?!
O Loiro suspirou .
- Eu disse que poderia perguntar mas, uma pergunta sem resposta não faz sentido algum.. Você é chato. E.. quem sou eu ? Ora bolas! Você me viu na loja ! Francamente, não pensei que você fosse aparecer lá, não deu tempo de fazer a "casquinha" .
- Casca ? - sentiu que iria se arrepender de ter perguntado.
O loiro derrepende levantou-se bruscamente da cadeira .
- Vamos ver o que temos aqui ..
Ao dizer isso o lugar foi rapidamente modificado, como um quebra cabeça , foram se motando um cenário no que aparentemente era o "nada".
- Que diabos.. ?! - surpreendeu-se.
- Bonito , parece uma criança ao abrir uma revista da Playboy. - riu da piada no mínimo sem graça.
- QUE DIABOS É ISSO TUDO ?!
- Você é chato.. - sua expressão se mudou para algo completamente desanimador, parecia que seus olhos iam perfurar a pele e fazer um buraco no crânio de Kurogane.
- He.. ? - não pôde deixar de achar apavorante.
O loiro ignourou-o virando de costas para ele , suspirou novamente. Este se vestia de preto, mas era bastante diferenta da roupa do outro ser que estava na loja, pensava assim, mais não tinha absoluta certeza de que aquela pessoa que estava conversando nesse momento não era a que conversava anteriormente.
- Uma alma.. com três portas, interessante.. mais complicado.
- O qu.. ? - só então percebeu onde estava, parecia um longo corredor com três portas, uma a frente e duas nas laterais de frente uma pra outra.
- A porta á nossa frente, mostra a vida que está vivendo agora , é , sem dúvida a mais chata e insignificante estando aqui . A porta a sua esquerda mostra as suas outras vidinhas nesse pedaço de terra chamado.. Terra. Pois bem . A porta a sua direita.. - olhou a fixamente. - Você foi quem trouxe Chii pra cá não é .. ?
- Quem ? Não, digo, sei la porra! Eu quero sair daqui .
- Você quer o que ? -riu alto e se virou para Kurogane - Essa pergunta é gostosa de ouvir. Se você estivesse vivo nesse momento talvez isso fosse possível meu caro..
Kurogane se viu imóvel, era uma espécie de ódio envoltado com um medo, ele olhava aquela pessoa que ria a sua frente como um palhaço do inferno, exatamente, se encaixava perfeitamente a ele esse nome. Avançou até o rapaz e o segurou o levantou pela gola sem ensaios.
- EU QUERO QUE VOCÊ ME EXPLIQUE QUE RAIOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI!
- Como quiser, vou explicar de forma simples e rápida: Você morreu . Há algo mais comum que isso ?
O loiro suspirou.. novamente.
- Flowright D. Fay,é o meu nome,e eu vou encaminhar você para o inferno se não me soltar agora.
Kurogane via-se uma poça de fúria, aquilo poderia ser uma pegadinha, ou talvez ele estivesse realmente morto.. mas como ? Ele queria encher esse cara de porrada até quebrar todos os dentes da cara dele e vê-lo sorrir dessa forma , mas.. por que não o fazia ?
- Bom, você não é o primeiro a passar por aqui, ja me acostumei com as insolências e ingratidões humanas , mas.. será que da pra me soltar ?
Kurogane respirou fundo, e soutou-o.
- Diga-me .. o que me matou ?
- O que te matou.. ? Que ingênuo. Eu te matei . E antes que você venha pra cima de mim denovo, saiba que o verdadeiro culpado de sua morte foi a boneca que você levou pra la , aquela boneca sempre volta para a loja.. e eu tenho absoluta certeza que ela criou essa terceira porta e...
- EU NÃO QUERO SABER! POR QUE ME MATOU!? -volta a agarra-lo , dessa vez pelo pescoço. - QUEM É VOCÊ PORRA?!
- Flowr..
- NÃO QUERO SABER O SEU NOME!! - diz e arremeça-o ao chão com perfeita friesa.
O jovem se levanta lentamente como uma criança de dois anos .
- Escute.. não é meu dever lhe dizer quem sou e nem por que você morreu. Eu cumpro ordens , e é somente isso que me interessa.
- VÁ.. PRO INFERNO VOCÊ ! - Já estava desesperado com a situação.
- Quem me dera.. Siga-me . Preciso encontrar uma porta onde eu possa conectar a sua alma ao corpo falso.
- O QUE?!
- É isso ou você irá vagar aqui para sempre também . - a voz foi rouca e sem sal, bem amuada. Kurogane percebeu, houve silêncio entre os dois.
- Quem me matou ?
- Eu ja lhe disse. - virou-se para a porta da frente , ela se abriu deslizante e misteriosa. O loiro se adentrou sem ensaio. - Venha.
- ... - permaneceu imóvel.
- Eu disse para vir aqui! - gritou lá de dentro .
- Não irei.
- AAAH que qui há dessa vez?? Parece uma criança com medo de escuro !
- Eu vo... - ia dizer algo, mais pensou melhor. Essa pessoa se extressava tão fácil quanto ele, talvez , quem sabe, poderia tirar vantagem disso.. ? - Ora.. me pareceu que VOCÊ estava com medo do escuro.. - disse de forma debochada.
- Vou te arrebentar as idéias se não me seguir ! - voltou.
- Hm, acho que se você pudesse ja teria o feito.
- .. Certo, eu não posso, mais eu também posso opitar por "fazer nada", com isso você vai vagar eternamente entre suas memórias passadas e sofrer com elas todas novamente.. de todas as vidas , de todas as miseras vidas que você teve, e eu vou estar na platéia vendo você chorar e me implorar para manda-lo arder no doce fogo do inferno.
Kurogane pasmou-se.
- Obrigado pela compreensão. - entrou na porta novamente. Dessa vez Kurogane o seguiu. Ele riu . - Você é fácil de domar afinal.
- Cale-se! - Kurogane pôs-se a observar ao redor, era grande, havia muitas , muitas escadas, e ainda mais portas .
- Cada porta representa um acontecimento . Ou melhor, um dia, dependendo do que aconteceu nele. Pode ser que um dia esteja dividido em várias portas, que nós chamaos de "Alas Carnais" .
- Pra que eu tenho que saber isso ?
- Não tem . - parecia confuso, como se ele mesmo não soubesse por que está falava isso.
- Você é estranho !
- E você é chato .
Ficaram em silêncio novamente até..
- E pra que eu tenho que seguir você ?
- Para não nos perdermos inteligência.
- Se eu ficasse lá fora não me perderia .
- Claro ! E eu ia te passar meu número de celular pra quando eu achar a porta ligar pra você "Olha achei tá? Da pra chegar aqui ou vai se perder!?"
- Você ta me tirando .
- Demorou cair a ficha hein .
- Vai se..
- Shhh..!
- Que é ?
- Consegue escutar.. ?
Kurogane parou para escutar algo que o rapaz escutava. Demorou um pouco, mais ele pôde ouvir vozes, vozes conheçidas, de amigos e familiáres. Era nostálgico, ainda mais sabendo que nunca mais os veria..
- Consigo ouvir.. - foi interrompido bruscamente
- Legal. Eu não. De onde vem ?
- ¬¬ De lá . - apontou para um dos lados daquela sala enorme e sem fim .
- Certo. Vamos pra la . - Seguiu para o caminho oposto .
- Hé ? Qual o motivo disso?
- Motivo ? Bom.. acho que não tem.. ainda. - sorriu maliciosamente. - Pare de perguntar.. perde a graça. - Kurogane notou um olhar estranho .
- Você não é nenhum tipo de tarado né?
- O que você bebe hein ?
Kurogane parou o passo.
- É que certa vez, minha sobrinha havia ganhado uma boneca de aniversário, um dia depois a boneca não possuía cabeça mais, Tomoyo era realmente estranha com brinquedos.. no outro dia ela foi encontrada enforcada em uma gangorra do parque infantil, público. Algumas pessoas disseram ter visto ela com um homem antes de começar a brincar no balanço . - a frase foi convicta.
- E se eu disser que sou.. ? Vai me acusar de ter matado sua sobrinha querida ?
- Vou acusa-lo se tiver sido realmente você.
Silêncio.
- Sabe o que te matou.. ?
- ...
- Sua ingênualidade.
O loiro continuou andando , calado. A cada passo o lugar ia escureçendo mais, até enchergar absolutamente nada. Parou.
- Hei! - começou a chamar alguém - onde diabos ele foi se meter? - Sentiu um par de mãos em suas costas a empurra-lo para frente.
- Nos vemos..
- HEY! ESPERE!! - a frente de Kurogane havia uma porta , aberta , sua força não conseguia conter a força da pessoa que o impurrara e acabou cedendo .
- ... novamente não é ?
Kurogane ainda pôde ouvir a ultima frase de alguém que ele sabia exatamente quem era. Ou não.
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Continua...
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